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  • Foto do escritor: Lucas Freire
    Lucas Freire
  • 18 de mai.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 25 de mai.

Por Lucas Freire, jornalista e membro da Pororoka


Navios de guerra da Marinha israelense cercaram e interceptaram 54 embarcações civis integrantes da Flotilha Global Sumud, em águas internacionais no Mar Mediterrâneo. A ação ilegal foi confirmada na manhã desta segunda-feira (18).


O grupo havia saído há quatro dias do porto de Marmaris, na Turquia, em direção a Gaza para uma missão humanitária. Nas embarcações,  viajavam ativistas, parlamentares, trabalhadores da saúde e militantes de diversos países, que levavam alimentos, medicamentos, água e outros insumos para os palestinos. 


Quatro brasileiros estão a bordo de uma das embarcações interceptadas. Entre eles está a ativista paraense Beatriz Moreira de Oliveira. Natural de Belém, ela é integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento de Afetados por Represas (MAR).


Beatriz integra a delegação brasileira que participa da missão humanitária de solidariedade ao povo palestino. Foto: MAB Amazônia
Beatriz integra a delegação brasileira que participa da missão humanitária de solidariedade ao povo palestino. Foto: MAB Amazônia

“Em uma tentativa desesperada de nos incriminar, para nos causar danos, eles nos chamam de terroristas e nos acusam de ser violentos. Isto não é violento, é uma iniciativa civil e popular, liderado por pessoas comuns como você e eu. Estamos navegando em um pequeno barco que não representa nenhuma ameaça militar para qualquer nação e estamos exercendo nossos direitos à liberdade de navegação inocente e humanitária”, relatou Beatriz.


O MAB, por meio de sua coordenação nacional, se manifestou classificando esta operação como uma violação do direito internacional, e cobrando um posicionamento imediato do governo brasileiro e dos organismos internacionais para garantir a integridade física dos militantes e o respeito às missões humanitárias civis.


 “A interceptação da flotilha é ilegal, desproporcional e evidencia a forma como atuam as forças de ocupação israelenses na Palestina, desrespeitando normas internacionais e impedindo até mesmo ações humanitárias. Exigimos que os governos e organismos internacionais atuem imediatamente para proteger a missão e garantir sua livre passagem”, afirmou Alexania Rossato, da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).


A missão buscava estabelecer um corredor humanitário e tentar romper o cerco ilegal de Israel à Gaza, considerado por organizações internacionais uma grave violação de direitos humanos.


*Com informações de: Movimento dos Atingidos por Barragens

 
 

Paraense integrante de flotilha humanitária é interceptada por navios de Israel

Beatriz Moreira de Oliveira e mais três brasileiros fazem parte da missão Internacional que levava comida e medicamentos para palestinos na Faixa de Gaza.

18 de maio de 2026

Por Lucas Freire, jornalista e membro da Pororoka


Navios de guerra da Marinha israelense cercaram e interceptaram 54 embarcações civis integrantes da Flotilha Global Sumud, em águas internacionais no Mar Mediterrâneo. A ação ilegal foi confirmada na manhã desta segunda-feira (18).


O grupo havia saído há quatro dias do porto de Marmaris, na Turquia, em direção a Gaza para uma missão humanitária. Nas embarcações,  viajavam ativistas, parlamentares, trabalhadores da saúde e militantes de diversos países, que levavam alimentos, medicamentos, água e outros insumos para os palestinos. 


Quatro brasileiros estão a bordo de uma das embarcações interceptadas. Entre eles está a ativista paraense Beatriz Moreira de Oliveira. Natural de Belém, ela é integrante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e do Movimento de Afetados por Represas (MAR).


Beatriz integra a delegação brasileira que participa da missão humanitária de solidariedade ao povo palestino. Foto: MAB Amazônia
Beatriz integra a delegação brasileira que participa da missão humanitária de solidariedade ao povo palestino. Foto: MAB Amazônia

“Em uma tentativa desesperada de nos incriminar, para nos causar danos, eles nos chamam de terroristas e nos acusam de ser violentos. Isto não é violento, é uma iniciativa civil e popular, liderado por pessoas comuns como você e eu. Estamos navegando em um pequeno barco que não representa nenhuma ameaça militar para qualquer nação e estamos exercendo nossos direitos à liberdade de navegação inocente e humanitária”, relatou Beatriz.


O MAB, por meio de sua coordenação nacional, se manifestou classificando esta operação como uma violação do direito internacional, e cobrando um posicionamento imediato do governo brasileiro e dos organismos internacionais para garantir a integridade física dos militantes e o respeito às missões humanitárias civis.


 “A interceptação da flotilha é ilegal, desproporcional e evidencia a forma como atuam as forças de ocupação israelenses na Palestina, desrespeitando normas internacionais e impedindo até mesmo ações humanitárias. Exigimos que os governos e organismos internacionais atuem imediatamente para proteger a missão e garantir sua livre passagem”, afirmou Alexania Rossato, da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).


A missão buscava estabelecer um corredor humanitário e tentar romper o cerco ilegal de Israel à Gaza, considerado por organizações internacionais uma grave violação de direitos humanos.


*Com informações de: Movimento dos Atingidos por Barragens

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