- Lucas Freire
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Por Lucas Freire, jornalista e membro da Pororoka
O Coletivo Pororoka deu início, na terça-feira (21), aos encontros presenciais do Lab.Juventudes, uma formação gratuita voltada a jovens da Região Metropolitana de Belém que propõe reflexões sobre clima, energia, comunicação e justiça socioambiental.
Realizado em parceria com o Grupo de Pesquisa Amazônia e o Canto Coworking, o projeto reúne participantes para construir conhecimentos sobre o enfrentamento das mudanças climáticas a partir de suas experiências e vivências nos territórios amazônicos.
"Os nossos territórios são uma extensão de nós mesmos. E o espaço oferecido pelo Lab.Juventudes é um espaço para ouvir a nossa gente falando sobre as nossas questões e, quem sabe, gerar soluções a partir desse encontro cheio de pessoas que buscam discutir essa realidade das mudanças climáticas, que já alcança e atinge nossos territórios e comunidades", pontua Alice Hermosa, artista visual da ilha de Cotijuba e participante do Lab. Juventudes.

A formação começou ainda no início de julho, com as primeiras atividades realizadas de forma virtual. Os encontros inaugurais reuniram cerca de 30 jovens para apresentar a proposta do laboratório, promover as primeiras discussões e iniciar a definição coletiva dos temas que serão aprofundados nos próximos encontros.
Para Stephan Sampaio, coordenador do Lab.Juventudes e integrante do setor de articulação do Coletivo Pororoka, a iniciativa busca democratizar o debate sobre as mudanças climáticas na capital paraense e na região metropolitana, valorizando os conhecimentos e experiências dos próprios participantes.
"O Lab.Juventudes é uma iniciativa que nasce com o propósito de horizontalizar os processos de formação. Nossa intenção é, em vez de apresentar caminhos que partam de cima para baixo para as juventudes em formação e lideranças que já estão inseridas nesse contexto de mobilização sociopolítica e ambiental, trabalhar com os participantes uma construção coletiva, à medida em que vamos entendendo quais são as principais demandas e visões que eles trazem durante os encontros", afirma.

ESPAÇO PARA DIÁLOGO E PRODUÇÃO COLETIVA
A proposta do Lab.Juventudes parte do reconhecimento de que o conhecimento sobre a crise climática e seus impactos não se restringe apenas ao ambiente acadêmico. As experiências cotidianas da juventude amazônica, marcadas pelas transformações ambientais, sociais e urbanas, também são fundamentais para construir respostas aos desafios do presente e do futuro.
Além das rodas de conversa e das atividades formativas, os encontros presenciais estimulam a troca de experiências e a produção de narrativas autorais sobre temas como transição energética, comunicação popular, direitos e justiça socioambiental.

Segundo Stephan, a formação também busca estimular reflexões: “as mudanças climáticas, a utilização e o consumo de energia, e como isso se reflete na cidade a partir de um método que leve em consideração que todo saber é valioso e pode ser incorporado a diferentes maneiras de mobilização política. O que buscamos, ao final de tudo, é ajudar esses jovens a potencializar sua autonomia e suas vozes para gerar intervenções dentro de seus territórios."
JUVENTUDES COMO PROTAGONISTAS
O laboratório pretende fortalecer o protagonismo das juventudes nas discussões sobre a Amazônia e incentivar sua participação em processos de comunicação e mobilização social.

Para quem participa, a formação representa uma oportunidade de ampliar conhecimentos, conhecer outras realidades e construir redes de atuação em torno de pautas socioambientais.
Os encontros do Lab.Juventudes seguem até o fim de julho, com uma programação que reúne debates, oficinas de artivismo e produção colaborativa de conteúdo.









