- Lucas Freire
- há 7 dias
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Atualizado: há 5 dias
O Fórum Social Pan Amazônico (Fospa), realizado este ano na cidade de Puyo, no Equador, reúne organizações ambientais, movimentos indígenas, movimentos sociais, pesquisadores e juventudes.
Nesse sentido, o Fospa se divide em quatro grupos de trabalho, chamados de Casas Temáticas: Territórios Livres de Extrativismo para uma Amazônia de Direitos, Soberania e Livre Determinação dos Povos e Nações Indígenas, Economias para a Vida e a Justiça Climática e Resistência das Mulheres e Diversidades.
Na Assembleia Plenária da Casa de Territórios Livres, da qual o Coletivo Pororoka faz parte, os expositores abriram os trabalhos chamando a atenção para as ameaças exploratórias que pairam sobre a Amazônia.

O antropólogo Alfredo Wagner, coordenador do projeto Nova Cartografia Social, trouxe dados sobre o avanço das indústria de petróleo, gás e mineração sobre a Amazônia, pressionando territórios indígenas e áreas de proteção ambiental.
“Há uma poderosa coalização de interesses na Pan Amazônia de indústrias petroleiras e de gás. Em toda essa área, os interesses são financiados por instituições canadenses, britânicas e norte americanas”.

A ativista ambiental e defensora dos direitos humanos Yuvelis Morales, também participou da abertura. Desde os 18 anos, ela mobiliza a luta contra a exploração de petróleo no Rio Madalena Médio, na Colômbia, onde está localizado o seu território. Pela atuação, recebeu Prêmio Ambiental Goldman 2026, conhecido como o "Nobel Verde".
“Hoje, devemos continuar falando sobre os direitos que conquistamos, direitos que outros tentam nos tirar. Um deles é o nosso direito a uma Amazônia livre de combustíveis fósseis e de indústrias extrativistas”.

Durante o Fospa, o grupo vai preparar o Plano Pan-Amazônico de Territórios Livres de Combustíveis Fósseis. O documento começou a ser elaborado em maio deste ano, em Santa Marta, na Colômbia.

“O avanço da exploração extrativista na Amazônia é coordenado e altamente financiado pelas maiores corporações do mundo que, inclusive em muitos casos, cooptam os Estados. O que o Fórum Social Pan-Amazônico, reunindo centenas de organizações e milhares de pessoas dos nove países da Amazônia, está fazendo é criar um plano de ação coordenada e uma estratégia de resistência sistêmica de seus povos em defesa da vida”, explica João Pedro Galvão Ramalho, diretor executivo do Coletivo Pororoka.









